Analista
de Sistemas, de Processos ou Analista de Negócios?
Os
diferentes perfis profissionais encontrados no mercado de TI
Introdução
A comunicação
e alinhamento entre as áreas sistêmicas, de negócios e processos de TI nas
empresas compõem uma das principais necessidades de mercado, visto a crescente
agilidade no uso de recursos e informação do setor. Dessa maneira, para que
isso não se torne algo problemático para as empresas, elas vão em busca, não só
de Analistas de Sistemas, como também de Analistas de Negócios e Analistas de
Processos.
Nesse
estudo, serão apresentadas as principais características de cada um deles, como
função, áreas de atuação, remuneração, entre outros, e, além disso, a
importância que constitui o bom relacionamento e interação entre eles.
Analista de Negócios
"A
Análise de Negócios é o conjunto de atividades e técnicas utilizadas para
servir como ligação entre partes interessadas no intuito de compreender a
estrutura, políticas e operações de uma organização e para recomendar soluções
que permitam que a organização alcance suas metas." (BABOK 2.0). A
partir desse principio, é possível afirmar que o analista de negócios age como
um estrategista. É ele o responsável por definir quais soluções atendem a necessidade do negócio da
organização, seus objetivos e metas necessárias para que isso aconteça.
As principais características e atribuições de um Analista
de Negócios são:
● Elaborar Anteprojetos
ou Business Cases;
● Compreender como a
organização funciona ou deve funcionar para alcançar seus objetivos;
● Definir requisitos e
capacidades necessárias para prover de soluções que atendam seus clientes;
● Definir e mapear
unidades organizacionais de negócio;
Em suma,
eles são os responsáveis pela automação dos processos das organizações e pelo o
uso estratégico das informações.
Analista de Processos
Assim como o próprio nome já diz, o Analista de Processos
atua nos processos organizacionais com orientação ao propósito do negócio. É
ele quem mapeia, modela e melhora processos primários, de negócio, de controle,
de segurança, de operação, entre outros.
Praticamente todas as
responsabilidades e competências de um Analista de Processos se encontram no Guia BPM CBOK[1], especificamente na
definição de Gerenciamento de Processo de Negócio (BPM). O BPM é uma abordagem
disciplinada para identificar, desenhar, executar, documentar, medir,
monitorar, controlar e melhorar processos de negócio automatizados ou não para
alcançar os resultados pretendidos consistentes e alinhados com as metas
estratégicas de uma organização. As áreas de conhecimento exercidas pelos
Analistas de Processos, sintéticamente, se baseiam nessas funções que também
vêm expostas na figura a seguir.
Figura
1: Organização do BPM CBOK
Analista de Sistemas
Para Veríssimo (2008), “Analista
de sistemas deve saber as melhores práticas de desenvolvimento, conhecer
técnicas de desenvolvimento e levantamento de requisitos”, a obrigatoriedade
de conhecer todos os ramos e nichos de mercado é conferida ao Analista de
Negócios. O autor ainda afirma que “o trabalho do analista de sistema deve
ser em sintonia com o analista de negócios, que possui maior percepção dos
processos internos da empresa”. Nesse ponto, o Analista de Sistemas, que
será o responsável por transformar as necessidades da empresa, já levantadas
pelos Analista de Negócios e Analistas de Processos, em requisitos de software
a serem implementados pela área de tecnologia. O Analista de Sistemas deve ter
foco no escopo da solução, trabalhando na identificação de requisitos,
descrição das regras de negócios e criação de diagramas e roteiros utilizados
pelo programador.
Entre as atividades de
um Analista de Sistemas, estão:
● Administração do fluxo
de informações geradas e distribuídas por redes de computadores dentro de uma
organização;
● Planejamento e
organização do processamento, armazenamento, recuperação e disponibilidade das
informações;
● Suporte aos usuários e
infra-estrutura tecnológica;
● Gestão de projetos;
● Levantamento de
requisitos, análise, especificação, projeto do sistema, programação, testes,
homologação, implantação e acompanhamento dos sistemas solicitados por seus
usuários;
● Criação de novos
produtos e serviços computacionais;
Salários
A seguir, é possível perceber as diferenças de remuneração
desses analistas, conforme um estudo feito pela Desix Consultoria[2]:
SALÁRIOS
(R$)
CARGO
|
JÚNIOR
|
PLENO
|
SÉNIOR
|
ANALISTA DE NEGÓCIOS
|
5.096,00
|
5.675,00
|
6.033,00
|
ANALISTA DE SISTEMAS
|
4.761,33
|
6.284,33
|
7.620,33
|
ANALISTAS DE PROCESOS
|
2.500,00
|
3.200,00
|
4.500,00
|
Figura
2: Base Salarial de Analistas
Fonte:
Desix Consultoria
A partir
desse quadro, é possível perceber que o Analista de Sistemas apresenta maiores
diferenças salariais entre as qualidades de júnior, pleno e sénior e que também
estão entre as maiores remunerações. Já o salário do Analista de Negócios
apresenta pouco diferença entre os perfis J,P e S. Enquanto o Analista de
Processos, conforme exposto, recebe menos entre os três.
Porém, é
importante ressaltar, que o mercado de trabalho, principalmente em se falando
de TI, é muito complexo aberto. Nada impede que um Analista de Processos seja
mais valorizado em uma determinada empresa que os Analistas de de Sistemas e
Negócios, isso varia conforme as organizações e o perfil de cada profissional.
Conclusão
As
empresas, visando os melhores resultados através do relacionamento sincronizado
entre esses três tipos de analistas, vão em busca cada vez mais do
multiprofissional. Ou seja, eles procuram o Analista de Sistemas, que além de
ter ótimo conhecimento técnico, conhece as demandas do mercado, e os processos
da empresa visando o negócio. E vice-versa. Dessa forma, sem dúvidas, esses
três profissionais possuem atividades complementares, e o mercado trabalho
busca as pessoas que fazem isso melhor, se complementam, interagem, somam entre
si.
Segundo Atila Belloquim, Professor e Coordenador dos
cursos de pós-graduação lato sensu em Gerenciamento de Projetos e Gestão da
Qualidade de Software do SENAC e Vice-Presidente da SUCESU-SP[3], “ao conhecer em
profundidade o negócio, o analista de processos é capaz de identificar
rapidamente a necessidade do usuário, mesmo quando ela não é claramente
articulada. Além disso, ele é capaz de propor soluções que podem não ter
ocorrido ao usuário, bem como avaliar imediatamente os impactos daquilo que
está sendo pedido em outros processos de negócio da organização.”
Com base nas funções que cada um dos profissionais
estudados exerce e nos exemplos apresentados, é possível afirmar que é tão
importante a sintonia e trabalho em equipe entre as áreas de Sistemas,
Processos, e Negócios, que isso pode definir e colocar a empresa entre as
melhores no mundo da Tecnologia da Informação.
Fontes Bibliográficas
http://computerworld.uol.com.br/carreira/2008/10/02/o-profissional-de-ti-do-futuro-na-opiniao-de-max-gehringer/.
Acesso em: 28 de fevereiro de 2012
http://computerworld.uol.com.br/carreira/2008/07/24/saiba-como-e-o-novo-profissional-de-ti/.
Acesso em: 28 de fevereiro de 2012
http://www.gnosisbr.com.br/analistas-de-processos-de-negocios-5-competencias-fundamentais.
Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/534.
Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
http://www.editorasaraiva.com.br/nossosAutoresDetalhes.aspx?autor=5528. Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
INTERNATIONAL INSTITUTE
OF BUSINESS ANALYSIS. A Guide to the Business Analysis Body of Knowledge®
(BABOK® Guide). Toronto: International Institute of Business Analysis, 2009.
ASSOCIATION OF BUSINESS
PROCESS MANAGEMENT PROFESSIONALS. A Guide t o
the Business Process Management Professionals Common Body of Knowledge® (CBOK®
Guide). 2009.
http://www.timaster.com.br/revista/artigos/main_artigo.asp?codigo=457. Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
http://www.artigonal.com/carreira-artigos/qual-a-diferenca-entre-analista-de-negocios-e-analista-funcional-1982729.html. Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
http://www.freelancersbrasil.com/o-papel-do-analista-de-sistemas/. Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
http://www.kerber.com.br/analise-de-negocios-BABOK-resumo-a-analise-de-negocios.php. Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
http://www.editorasaraiva.com.br/nossosAutoresDetalhes.aspx?autor=5528. Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
http://www.abpmp-br.org/CBOK/CBOK_v2.0_Portuguese_Edition_Thrid_Release_Look_Inside.pdf. Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
http://www.rildosan.com/2011/11/qual-diferenca-entre-o-analista-de.html. Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
http://pt.scribd.com/doc/66308051/Analista-de-Negocios-x-Analista-de-Sistemas. Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
VERÍSSIMO, Ricardo. In: WEBINSIDER. A diferença entre analista de sistemas e denegócios. 2008. Disponível em: <http://webinsider.uol.com.br/2008/01/12/a-diferenca-entre-analista-de-sistemas-e-analista-de-negocios/>. Acesso em: 28 de fevereiro de 2012.
[1] Guia para o Gerenciamento de Processos de Negócio
Corpo Comum de Conhecimento. Este guia foi criado, publicado e é mantido pelo
ABPMP International (Association of Business Process Management Professionals).
[2] Oriunda da Desix
Software Solutions, que provia originalmente serviços de consultoria, projeto e
desenvolvimento de sistemas além de hunting de profissionais, tem hoje seu foco
em recursos humanos para a área de Tecnologia da Informação.
[3] Sociedade dos Usuários de
Informática e Telecomunicações do Estado de São Paulo: experiente entidade sem
fins lucrativos na defesa dos usuários e do desenvolvimento da Informática e
Telecomunicações do estado.
*Link para download: <http://www.mediafire.com/download.php?c7ql0ufgg1piyxt>

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